Arquivo da categoria: Direitos Humanos

A exaustão do acaso

O movimento não é disperso. Existe um fio condutor neste guarda-chuva de reivindicações nas cidades brasileiras: as pessoas protestam de forma pacífica por uma Democracia Representativa de qualidade. É simples assim. A classe política, os partidos políticos, há décadas, perseguem seus próprios interesses e os de seus patrocinadores.

Assim, surge a corrupção covarde, a péssima governança clientelista e patrimonialista e a fúria latente. A revolta de anos que se acumulou e encontrou uma espécie de “estado de consciência” ideal para explodir em grupo.

O poder econômico pisa na cabeça das populações e os nossos parlamentares engraxam seus sapatos. Estava na hora, é inegável.

A chance da polícia

Para a estrutura da segurança pública brasileira, trata-se da prova mais dura de sua história. A polícia está sendo obrigada a se reinventar. Sabendo que a repressão brutal a manifestações pacíficas pode elevar o número de adesões aos protestos, finalmente as forças de segurança têm que aprender a graduar a sua violência, tudo isto do dia para a noite.

Isto pode ser mais uma vitória do movimento pacífico que cobre o Brasil de uma discussão necessária, mas aparentemente chegando a seu limite uma semana depois de começar. Os movimentos parecem perder a legitmidade com a depedração gratuíta – violência gratuita.

O paradoxo da não-violência começou a se tornar visível com cenas de depedração e assaltos durante as manifestações. Todos aproveitam a “chance única” do seu jeito. Com efetivo policial concentrado em conter milhares de pessoas em frente a prédios públicos, surge também  a oportunidade do ladrão. Assaltos são naturais em um país tão desigual. Acaba-se pagando para protestar.

Com tanta gente na rua desafiando às instituições políticas, surge a oportunidade para grupos políticos avessos às instituições do Estado atuarem. Sem bandeiras de partidos políticos, mas profundamente ideologizados, eles se infiltram nas manifestações. São grupos que não compactuam necessariamente com a mudança pacífica do sistema.

Cadê o samba? Cadê o jogo bonito?

Com os holofotes do mundo voltados para o Brasil, o movimento aproveita esta oportunidade política de forma genial! O Brasil usa da sua legitimidade como “país do futebol” e cobra deste agente estrangeiro chamado FIFA. Não poderia ser em outro país. A “autoridade das cinco estrelas” legitima o brasileiro a pelo menos tentar colocar a FIFA e seu business no seu devido lugar.

Blatter foi vaiado pelo Mundo na abertura da Copa das Confederações. Não importa que a FIFA julgue o Brasil instável demais para receber a Copa do Mundo. Não importa que a FIFA transfira o Mundial para Espanha, Grã-Bretanha ou Alemanha. O que importa é que parece que recuperamos a nossa dignidade como nação.

O recado já foi dado: o Brasil não é  somente país do futebol, do samba, da mulata bonita e do Rio de Janeiro. Finalmente, os holofotes do Mundo estão em cima dos brasileiros de todos os cantos e está claro que se trata de um país de cidadãos. De gente que tem noção de onde vive e do que deseja. E sabe que o Estado pode oferecer muito mais do que oferece.

E o futuro?

É uma nova era para o país. Não há dúvidas. Mas é difícil fazer qualquer prognóstico de até quando isto vai durar e onde isto tudo vai dar.

Na melhor das hipóteses, podemos dizer que temos um ano até a Copa do Mundo e se a classe política não se mexer de forma satisfatória, as coisas vão ser ainda mais complicadas durante o Mundial. Isto vai fazer mal para o business, vai ocasionar perdas aos patrocinadores das campanhas dos parlamentares.

Ou seja, não há alternativas para a elite política.  Tem que ocorrer mudanças profundas na Democracia Representativa.

Na pior das hipóteses, por ser um “agitador” nato, estarei proibido de voltar ao meu país porque seres acoturnados me impedirão de entrar. Terei que lutar no exterior pela Democracia no Brasil como fizera uma geração de honrados jornalistas e ativistas brasileiros.

Pensando bem, isso não seria nenhuma novidade. Acho que desde que nasci luto pela Democracia. E até hoje acho que não a vivi na sua plenitude.

Ouvindo o clamor das ruas, o Blog do Pessôa volta á ativa. Todos decidimos despertar!

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A pena de Lubanga

Thomas Lubanga Dyilo foi condenado, nesta terça-feira (10.07), a 14 anos de prisão pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Isto não é somente um fato novo na caçada aos criminosos de guerra de amplitude global, mas um extraordinário avanço na consolidação do TPI como instituição credível.

Após 10 anos de sua fundação, finalmente o martelo de um juiz da Corte Penal Internacional foi batido de forma derradeira, não somente para selar um veredito, mas para definir uma pena. O ineditismo do caso Lubanga não para por aí. O líder miliciano é o primeiro acusado de crimes de guerra processado pelo tribunal em uma milonga de 220 dias, que contou com 62 depoimentos de testemunhas.

Lubanga está na prisão desde 2006 e este período será descontado da pena, restando ao ex-líder miliciano mais oito anos de reclusão em Haia. A promotoria queria 30 anos de prisão. Em março, em iniciativa inédita, o TPI registrou seu primeiro veredito: considerou Lubanga culpado por usar centenas de crianças congolesas como soldados. Entrentando, ainda não havia definido a pena.

Será a virada do TPI?

Conforme inclusive este blog destacava como “fato curioso” na sua trajetória (ver artigo Kony 2012: pastelão ocidental), a corte parecia não contar com o apoio total das Nações Unidas para a execução dos seus mandados de captura. Uma eventual prisão dos suspeitos era deixada à mercê de países interessados em cada caso e da Interpol, que integra polícias de diferentes países.

Demonstrando boa vontade quase inédita, o Conselho de Segurança da ONU (CS) aprovou o incremento das tropas da União Africana (UA) responsáveis pela caça ao senhor da guerra “social-midiático” Joseph Kony.

Trata-se de uma iniciativa internacional diferenciada para a captura do número um na lista dos promotores do TPI. Agora, os soldados da UA terão coturnos e mantimentos para correr atrás de Kony e o norte-americano Africom terá uma companhia, digamos, mais legítima durante suas operações na região.

O condenado

O perfil deste líder paramilitar pode surpreender por ter estudado psicologia, mas é bastante comum figuras africanas acusadas de crimes de grande proporção terem gozado de boa formação.

Um dos exemplos é Robert Mugabe, que é formado em Pedagogia e Administração, e lecionou no Gana e na Zâmbia antes de comandar o massacre da população Ndebele no sul do Zimbábue, nos anos 1980, pouco depois de assumir o poder no país para nunca mais largar.

Lubanga ajudou a comandar o “Reagrupamento Congolês para a Democracia”, guerrilha da região leste da República Democrática do Congo. Com o apoio ruandês, retirou-se do grupo e se tornou mentor da “União de Patriotas Congoleses”, uma milícia pessoal de dissidentes da guerrilha, que teria, entre 1998 e 2003, queimado diversas aldeias, violentando mulheres e meninas e assassinado milhares de pessoas.

No  link abaixo, a audiência do TPI, em março de 2012, onde foi lido o primeiro veredito após 10 anos. O vídeo está no youtube e foi feito pelo tribunal.

watch?v=O_m3KdZs02U&feature=related Audîência

Nenterlix

A minha avó paterna foi a melhor pessoa que conheci na minha vida. Faleceu em Aracaju, na última quarta-feira (13.06), aos 98 anos, quase atingindo o recorde de longevidade de seu pai, Gervásio, outro sujeito bastante diferente, que merece longas linhas para ser comentado.

O fato é que, como toda a perda de um ente amado, a morte da vó Nely causou comoção extraordinária na família Pessoa e entre nossos amigos. Alguém pode perguntar o por quê de tamanha comoção, uma vez que se tratava de uma senhora com quase 100 anos. Para os que não a conheceram, fica difícil compreender o que esta mulher foi em vida. Não somente o maior exemplo de bondade, mas de inteligência e humildade que tenho é minha avó.

Uma pessoa que cativava os jovens não somente pela sua eterna juventude, mas pelas suas performances musicais e histórias hilárias. Até mesmo pessoas não tão próximas, mas que sabiam da boa fama de Nely, aproveitavam uma visitinha à casa das minhas tias para saber mais sobre as histórias fascinantes que a região sergipana de Estância pode brindar.

Estância, que teria insiprado Jorge Amado em algumas de suas mais conhecidas produções, foi cenário de vida de Dona Nely – que, se não escreveu, propagou muitos ‘causos’ oralmente. De forma rara, da sua forma.

A cada história ou manifestação musical, uma nova performance única da minha vó estaria por vir. O texto redundante não interessava. O riso final era viciante e apaixonante. O genuíno da ironia marcava a sua visão única de um mundo, por vezes, bastante cru, perverso e sério. Ela era capaz de perceber o cômico no bizarro.

Era uma criança, Dona Nely. Era o amor em pessoa. Um presente para os Pessoa e suas gerações futuras. Um rastro de alegria, humor, juventude e sagacidade que jamais vai se apagar. Será levado pelos próximos homens e mulheres que terão o seu nome. Ela é um orgulho, uma irmã de tantos – graças a Gervásio, a mãe de alguns privilegiados. Uma avó, uma “bisa”, um anjo que voltou para o céu.

Para meus irmãos, meus primos, esta senhora maravilhosa, já com idade avançada, ensinou um idioma especial. Algo que, de forma semelhante, para minha surpresa, há pouco tempo, chegou à imprensa.

Não sabia que outras pessoas dominavam a “língua”. Até gostaria de  saber se a fonte era a mesma. No primeiro momento que vi o “derivado” na mídia, não liguei tanta importância. Afinal, já conhecia o tal “idioma secreto” de sua “fonte mais inspirada”.

O macete da língua dos Pessoa é algo como mexer com as vogais e tentar se divertir. O “A” tem som de “ÃES”, o “E” é “ENTER”, o “I” é “IX”, o “O” é “OMBER” e o “U” é “UFUX”. Bricávamos a tarde toda falando frases no “idioma da vovó Nely”.  Eis, portanto, o último parágrafo deste texto, na tal língua. Perdõem eventuais “sotaques” causados pela mancha da distância e do tempo….

“Vombervober qufuxenterrixdães, jaesmãesixs tenter entersqufuxentercenterrentermombers. Ufuxm benterixjomber cãesrixnhombersomber. Énters enter sentermprenter senterrãess ufuxm enterxentermplomber mãesrãesvixlhombersomber pãesraes tomberdombers qufuxenter tenter combernhentercenterrãesm enter pãesrães ombers qufuxenter vixrãesomber pãesrães combernhentercenterr ãess tufuxãess hixstomberixãess.”

Domber tenterufux nentertomber.

Mãesrcixomber.

Ok, a tradução para os “não-Pessoa”

Vovó querida, jamais te esqueceremos. Um beijo carinhoso. És e sempre serás um exemplo maravilhoso para todos aqueles que te conheceram e para os que virão para conhecer as tuas histórias.

Do teu neto.

Marcio

Penitências em escala industrial

Marcio Pessôa, de Madri

A visita do Papa ao Encontro Mundial da Juventude em Madri serviu para acentuar a divisão de um país sequelado. Segmentos da sociedade foram às ruas para protestar contra os gastos de dinheiro público no mega evento católico, exigindo um “Estado Laico”. Em resposta, a polícia não somente reprimiu manifestantes, mas também intimidou cidadãos e jornalistas nas ruas (veja vídeo abaixo). Só faltavam chamar o Bope para botar a brutalidade “na conta de Bento XVI”.

O que Madri assistiu nestes últimos dias foi mais uma expressão da indignação de uma sociedade exausta. A população grita e alerta o mundo que uma ditadura militar mal curada pode sim produzir aberrações políticas, como a pseudo-democracia que vigora na Espanha e reveza duas correntes políticas elitistas no poder, o PSOE (Partido Socialista Obrero Español) e o PP (Partido Popular).

Franco, diretamente, não tem nada a ver com isso. A ditadura durou 36 anos até a sua morte em 1975. Seu regime deixou feridas abertas, criou uma estrutura corporativa de extrema repressão e violência, porém cabia aos líderes seguintes promoverem as reformas para a Espanha ter a sociedade plural e democrática que merece, tratando enfim das “chagas franquistas”.

No estilo Pinochet

Lá se foram 36 anos e o espanhol, pressioando por uma situação econômica dramática, despertou enfurecido em maio de 2011. Cidadãos ocuparam as praças em todo o país exigindo “Democracia Real Ya!”, cansados da mesmice política refletida nas campanhas eleitorais. Poderia se pensar que em poucos meses o Movimento 15M iria arrefecer, mas continua realizando assembléias em bairros e seminários em zonas públicas.

Ao longo das semanas, a violência policial contra manifestações pacíficas se repetiu em Madri, Valência, Barcelona e outras regiões. Nesta história, o contexto europeu parece prejudicar a cicatrização das tais feridas franquistas porque a União Europeia (UE) blinda a pseudo-democracia espanhola, fazendo vistas grossas a repressão politica e se omitindo de sugerir reformas e moderação ao Estado-membro.

Cartaz convoca população para tomar as ruas

A ironia é que a UE e instituições irmãs ressonam o coro democrático ocidental, exigindo mudanças políticas estruturais em frágeis democracias e governos autoritários da América Latina, África, Ásia e Leste Europeu, sempre com relatórios fartos e contundentes. Nesta contestação popular ao “bipartidarismo”, durante as municipais de maio, partidos menores ganharam expressão. No País Basco, os separatistas confirmaram 55% dos votos com o Nacionalista Basco (EAJ-PNV) e a sigla de Esquerda BILDU.

O Papa é pobre?

O 15M preocupa as correntes mais conservadoras, que buscam desqualificar a mobilização em acampamentos e eventos, usando os rótulos clássicos do conservadorismo. É comum ouvir que se trata de um movimento sem sentido, uma concentração de “punks, hippies e drogados, que pretendem promover a anarquia no país”. Porém quem já esteve em alguma assembléia sabe que o perfil é completamente outro.

Jovens desempregados e idosos que sentiram o franquismo na pele participm das concentrações como se o movimento fosse a chance de soltar um grito travado há anos. O movimento se faz permanente com agenda e audiência politicamente maduras. Reformas políticas, habitação, saúde pública, transparência na admnistração, a mídia ideal, saídas para a crise econômica e desemprego são temas que fazem parte dos fóruns permanentes.

Cerca de 600 confessionários no Parque do Retiro em Madri

Cerca de 600 confessionários no Parque do Retiro em Madri

Voltando á Jornada Internacional da Juventude que tem próxima edição no Rio de Janeiro, para aproveitar a fé conservadora dos espanhóis e o fervor dos milhares de jovens que acorreram a Madri nestes últimos dias, os organizadores instalaram mais de 600 confessionários no Parque do Retiro. É um quadro que se eu não tivesse visto, não acreditaria. Madri teve a “oportunidade” de produzir absolvições em escala industrial para milhares de cidadãos pecadores do mundo.

Abaixo um vídeo do canal Intereconomia, uma das maiores aberrações da mídia ocidental. Nesta matéria, o repórter, sem qualquer fonte, discorre sobre os motivos do ínidice elevado de HIV no continente africano. O resultado é lamentável. A pérola começa no segundo 1’16. A propósito, em algumas cidades espanholas farmácias se negam a vender preservativos por convicções católicas.

Dr. Mancini, desencabule

Qualquer caso de homofobia é, por si só, em qualquer canto do planeta, constrangedor. Em serviços públicos então, revoltante. Mas em uma faculdade pública, envolvendo jovens estudantes, é tudo isso e ainda frustrante. Remete ao fato de que a chamada elite intelectual brasileira permanecerá, pelo menos durante o período de vida desses homófobos, em alguns setores, atrofiada.

Atrofiada porque os ditos intelectuais, pesquisadores, necessitam sensibilidade, critérios lógicos, aguçados, atualizados e desprovidos de preconceito para analisar fenômenos de qualquer natureza e garantir produção do conhecimento qualificada. A frustração no caso da Homofobia panfletada na Faculdade de Farmácia da USP vem do fato de eu, pessoalmente, não ter a mínima esperança na colaboração destes estudantes para a construção da cidadania e da sociedade plural que o Brasil tem potencial para concretizar.

O peso da afirmação sexual: homem protesta contra anorexia entre gays

E mais, como defender a universidade pública, se o dinheiro do contribuinte financia a capacitação profissional de pessoas que reproduzem tudo o que a sociedade brasileira não precisa – como inconsequência, intolerância, truculência e ignorância? Como aceitar que o seu dinheiro, cidadão de São Paulo, seja desperdiçado com pessoas que definitivamente não contribuem para o seu bem-estar. Para o seu desejo de ver a sua família inserida em uma sociedade plural, pacífica e cidadã.

Promotores da violência

Eu nao faço diferença alguma entre a violência pregada pelo panfleto dos estudantes da Faculdade de Farmácia da USP e qualquer tipo de declaração racista, por exemplo. O movimento negro teve sucesso evidente nos últimos 20 anos na afirmação social do negro no Brasil. Tanto é que muitos brasileiros hoje em dia reconhecem que são negros, dado que não é verificado em censos de décadas passadas, quando se via inclusive a tipificaçao “pardo” (Que diabos e isso? Escurinho?).

Parada Gay: evento acontece em diversas cidades. Às vezes tem mais o caráter de conhecer novas pessoas à militância propriamente dita.

Por causa desta militância e vigilância, apesar de ainda compormos uma sociedade racista, talvez a oposição aos negros no Brasil hoje seja menos escancarada do que a Homofobia. Pregar que se atire bosta em alguém porque esse alguém é gay é o mesmo que pregar que se atire bosta em alguém porque esse alguém é negro. Alguém discute? A diferença do efeito da ação de estudantes homófobos da ação de racistas skinheads talvez seja o eventual caráter político-ideológico. Neonazistas se opõem a homossexuais e negros, porém, normalmente, são militantes políticos.

Estes estudantes são militantes de sua festa de fim de semana, de sua testosterona e de suas (seus) namoradas (os) geralmente mal-amadas (os). Enfim, são militantes do próprio Ego. O problema é que ambos propagam idéias radicais e praticam a violência.

Carta ao diretor

Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, Dr. Jorge Mancini Filho, seja coerente e razoável com o contribuinte de seu Estado. Não basta apenas buscar a punição dos responsáveis pelo panfleto (não consigo chamar isso sequer de jornalzinho). Sei que o Senhor vai tentar fazer jus ao peso da sua função, de sua trajetória na educação e do seu status acadêmico e se esforçará por uma sanção exemplar, é claro. Ainda assim, sabe que não chegará ao mínimo necessário a ser feito em uma situação como essa. Deverá, com objetivo pedagógico, exigir que a USP entre de cabeça em uma campanha pela tolerância, não somente em sua unidade, mas em toda a universidade. Ainda assim, o senhor, Dr. Mancini, não vai descansar porque sabe que pode fazer muito mais.

Dr. Mancini, quem financia a USP merece esse retorno institucional. Por favor, não me surpreenda.

Abaixo, interessante campanha promovida em Portugal.